
Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz.
Platão

[...] Seja qual for o valor dos meus escritos, lê-os como obra de um homem em busca da verdade, não detentor dela, mas em busca continua e tenaz. Não alienei os meus direitos a favor de ninguém, não tenho gravado o nome de nenhum proprietário. Confio, e muito, no pensamento dos grandes homens, mas reivindico o meu direito próprio de pensar. De resto eles não nos legaram verdades acabadas, mas sim sujeitas a investigação [...]


Apague a luz o último que sair. Ter ódio, aversão ou antipatia não levam a lugar nenhum. A subjetividade da vida embriaga alguns e solapa outros. O homem ignora seu semelhante, pensa em si e não observa atos e ações desinteressadas. Tudo é tudo, não pode ser meio. E quem disse que é meio? Olha-se com abnegação? Conheces realmente o que és? Também não consigo responder essa última, porém, tento. E não me verás entre as feras por um pedaço de carne. Sinto fone, mas abnego da luta por achá-la desnecessária. Me dirás que o mundo é assim e eu te pergunto? É verdade isso ou é só mais uma invenção do homem?